Poemário.

Poemário.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Uma tarde regada a chuva

Era uma aventura.
Parecíamos estar na Terra do Nunca.
Sim, éramos os Meninos Perdidos !
Naquela chuva...
Fomos felizes naquela chuva.
E fim.


Obrigado por compartilhar esses momentos comigo !
Meus melhores -
Lucas Valle e Zammis Martines.
Amo vocês !


                                                      Jees.Santos

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Diário da Morte - O observar de uma boa menina

° Uma verdadezinha°


Eu não carrego gadanha nem foice.
Só uso um manto preto com capuz quando faz frio.
E não tenho aquelas feições de caveira que vocês parecem gostar de me atribuir a distância.
Quer saber a minha verdadeira aparência ?
Eu ajudo.
Procure um espelho enquanto continuo.

                                                                       Markus Zusak


Se você ficar a procurar dentre a multidão por uma garotinha, não vai encontra-la.
Ela cresceu, se tornou uma mulher.




Não há maneiras de mudar isso.
Aquele coração está cansado.
Um coração de dezessete anos, não era para estar assim.
Um adeus de alguns anos atrás, fez com que  ela se tornasse assim.
Era tarde, o tilintar do relógio a avisava - essa nota atravessaria a madrugada.
Mesmo assim continuou.
Desejou que algo atravessa-se aquelas paredes e a levasse dali.
Desejou que as paredes a atravessassem e levassem algo dali.
Era um modo estúpido de pensar, mas era o que lhe surgira naquele instante.
Lembrou-se de amigos e de como detestou aquela chuva.
Bons momentos, agora ela fora os guardar.
Imaginou o adeus a eles e viu como aquilo lhe doeria.
Era óbvio, era necessário e assim o fizera.
Partiu.
Não houve anseios de volta, nem promessas de manter contato, aquela parte de sua história terminava ali.
Agora era só, desejava estar só.
Caminhava...
Era o mais angustiante por do sol que ela já vira.
Riscava-se à frente de um céu pálido, ferido.
Podia ouvir notas musicais avulsas e pesadas, aquelas se depositaram em seu ombro e assim a acompanharam...
Sou eu que a observo, então vou descreve-la a você.
Eu a via de uma distância razoável - não podia estar ao seu lado, questões de... blá, blá, blá ! 
Isso não lhe interessaria agora.
Vamos voltar.
Mantinha-se em postura, podia ouvir o pulsar de seu coração cansado, algo que escorria-lhe à partir do traço de sua testa, cortou-lhe pelos lábios, deixando um fio denso de cor vermelha a lhe secar um pouco depois do pescoço.
Algumas lágrimas atreveram-se a pular, mas ela as segurou até o último momento.
Seus ossos estralavam a cada novo passo, seus braços pendiam ao lado, seus olhos eram frios, estáticos.
Parou.
O sol já havia desaparecido e em seu lugar um risco em forma de foice prateada prostava-se num céu completamente escuro e mudo.
Aquilo roubou sua respiração por duas vezes e então ela se lembrou de soltar o ar.
Não era forte, mas fingia ser a si mesma.
Percorreu o local somente com o olhar. 
Voltou a seu esconderijo do mundo real...
Achou por entre os destroços de seu passado, sua cama e nela se refugiou.
Deixou que o escuro entrasse e se acomodasse.
Proferiu a si mesma palavras rudes, veio a ânsia de grita-las, mas ela não fez.
Algumas palavras flutuaram acima dela e depois correram.
Ela esperou a asfixia do sono e este então veio.


                                                                             
                                                                          Jees.Santos

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

The Poison

A morte que sugou todo o mel de teu doce hálito, não teve poder nenhum sobre tua beleza.
                                                           Romeu e Julieta - Willian Shakespeare.




Um adeus.
Era assim que conseguia colocar em palavras.
Veja elas fluírem.
O céu era de um escuro enigmático.
Havia o som de água em queda não muito longe.
Em algum momento fui levada até ali, só não sei como.
Estava sentada e minha cabeça girava, minhas ideias gritavam ao silêncio.
A lógica de toda essa viagem deverá aparecer até acabarmos.
Sons estrondosos me invadiram e atravessaram minha pele.
Que dor era aquela, tão forte que descreve-la pareceria muito clichê.
O céu se transformava agora em um cinza, apenas um tempo morto em cinzas.
De praxe podia ver imagens conhecidas em borrões.
Chegavam e iam atrozmente sem se importar com as feridas que  estavam sendo abertas, novamente.
Um olhar panorâmico: mil faces se entreolhavam e me olhavam.
Me julgavam.
Estúpidas criaturas !
Assim se passaram um ou dois minutos/horas.
Não é difícil de entender, deixe apenas sua mente aberta.
Fique entre as palavras, não as perca entre os pontos.
Via seu rosto, seu gesto no meu.
Lágrimas queriam afogar-me.
Tua face gélida entre minhas mãos.
Em que momento aquilo tinha ganhado tamanho impacto dentro de mim ?
Droga, como isso dói.
Não imagina a luta que se forma dentro de mim.
Não tinha mais vida em você, seus olhos costuravam em um paradoxo.
Meu corpo estremeceu ao entrar em contato com o seu, seus dedos eram de um começar de roxo.
Em seu rosto apareciam marcas de luta, sua alma não seria tão fácil assim, Ela teria que se esforçar.
Seus lábios pareciam estar dormindo.
Deixei que o mundo se encarrega-se do nosso fim.
Provei mais uma vez a sensação de ter os meus lábios nos teus, um gosto amargo se desfez dentro de mim, como mil lâminas a me rasgar.
Tinha em si o veneno, e nessa viagem não encontramos razões lógicas, apenas corações em pedaços e agora o frio que tomava para si o meu corpo junto ao teu.
E então era a luz.
E agora o escuro.


                                                                  Jees.Santos

domingo, 18 de dezembro de 2011

Gnomos no meu quintal

Era a melhor parte de mim que estava ali presente.
Em estados melancólicos de TPM, nos mantínhamos inteiras.
Pois é meninos, vocês nunca entenderiam como é.


Vamos elevar ao inimaginável !

Eram pequenos e corriam...
Brincavam no meu quintal a luz da lua.
Criaturinhas azuis, faziam rodas e nos faziam gargalhar.

A realidade.

Cada uma em seu canto, perdidas em seus vícios rotineiros, embaladas na suave brisa que as  rodeava e pairava se misturando as estrelas.
Trocávamos ideias absurdas, mas sempre absorvendo as melhores estratégias.

Ao irreal.

Cantavam e tagarelavam em um  idioma que não conseguimos distinguir.
Brindavam, surgiam de cima dos telhados e voltavam a se esconder.







De volta a realidade, malditos gnomos vocês vão quebrar o telhado !

                                                   
                                                                        Jees.Santos


Dedicado : à Pamela Barbosa Pereira.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O fim - A cidade está em chamas

Venha assistir o fim ao meu lado.
E então brindaremos a ele com champanhe !


O céu era de um rasgo cinza.
Os prédios pareciam ser destacáveis, alguém os havia colado ali.
O dia parecia caótico demais.
O calor excessivo não era coincidência, parecia que atravessava a pele e queimava por dentro.
Mais ao fundo o caos se formava.
A cidade queimava.
Tudo o que você já conheceu estava queimando.
Ela estava presente, ao seu chegar o céu se transformou em um risco vermelho e apesar do ironismo, aquilo tudo se revirava entre sangue e lágrimas.
O que se podia ouvir era o pulsar de corações parando e almas sendo levadas.
Imaginei o adeus a alguns, mas não o fiz.
Instantaneamente vi meus versos queimarem dentro das gavetas e depois queimavam dentro de mim, por algum tempo o que me tomou foi a raiva.
Não se preocupe, aqui não existem heróis, tudo está se tornando, se transformando e depois apenas acaba e se vai.
Venha, vamos continuar a olhar.
Observe-a em seu trabalho.
Você sabe a quem me refiro, hoje ela não está mais oculta.
Qualquer que seja o pedido, a cidade continua a queimar.
Falecendo em cinzas, sinto sua presença agora mais próxima.
E desaparecendo nesse verso, brindaremos uma última vez e sorriremos.
Achando por entre as saídas seu encontro.
E a cidade continuava a queimar, tudo o que você conhecia e amava acaba aqui.


                                                             Jees.Santos

domingo, 11 de dezembro de 2011

Uma menina de trevas - Nota perdida

Como todos os sofrimentos, esse começou com uma felicidade.

Agora o fogo já não passava de um funeral de fumaça, a um tempo morto e agonizante.
Nessa madrugada específica, também houve vozes.
Quantas consequências que essas nódoas me trazem.
Quanto fingimento ainda conseguirei impor sobre essa mentira de vida.
Apenas uma nota, perdida dentre meus versos espalhados pelo quarto.
Isso não mudará em nada.
É só um pedaço de mim transcrito em palavras.
E fim.


Não me imagine mal.
Compreenda-me como lhe convém.
Não preciso ser uma menina de trevas aparentemente, trago muito mais coisas dentro de mim do que você possa imaginar.
Observe-me.



                                                   Jees.Santos

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pesadelo

Não vai importar aqui quem eu seja, se sou imortal, se sou apenas uma estúpida humana.
Não vai importar se me tornei uma mulher forte ou se continuo a ser aquela garotinha fria.


Isso não é um sonho.
Enroscada sobre os lençóis, é assim que me encontrava.
Perdida dentre meus pesadelos.
Não dava para ouvir meus gritos e em consequência disso, ninguém veiu para me salvar.
Apenas um choro abafado.
Depois de tanto tentar acordar,  percebi que não estava dormindo.
Era tudo real.
Doía como no mundo real.
Uma última luta.
Um último adeus.
Algumas lágrimas ainda permaneciam.
Era tudo muito escuro, não havia como enxergar o final.
Como me corroía, como me atingia.
Era tudo tão nostálgico.
Me lembrava do meu sorriso, e depois em despedidas.
Está tudo tão perfeitamente errado.
Fingir não se importar com o que sinto, não vai mudar nada.
E desejar ao contrário também não.
Volto ao pesadelo.
Agora estou dormindo.
Me vejo correr e me esconder.
Algo está vindo.
Está prestes a acontecer, sou eu a quem estás a perseguir ?!
O que ganharemos com isso ?
Alucinações me fazem estremecer.
Imagens passam por mim, correm e desaparecem.
O gosto amargo da felicidade fingida me faz desmoronar.
Encontro comigo em cada borrão.
Estou mais em mim, quando sofro.
Sofro mais, quando estou em mim.
E somente em mim.
Por favor me faça acordar !

                                                              Jees.Santos

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cartas Mortas

Tento aqui ser apenas menina.
Algumas palavras avulsas, que nesse momento fazem sentido.


Pass auf, Kind !

Vamos fingir aqui que instintivamente minha palavras mudam cabeças.
E qual o melhor momento para um  adeus ?
Vamos então deixa-lo para o final.

Nesse momento sinto que sou um pouco mais do que mera coincidência do destino.
Talvez um pouco mais do que pó.

Luzes brilhantes ofuscam meus olhos.
Palavras se misturam em lágrimas e se embaralham ao sair.
Não se preocupe, não são lágrimas de dor.

Tudo se torna tão monótono.
E um pedaço de céu invade meu mundo !
E sei que passei todas as vidas, antes desta, procurando você.
Não alguém como você, mas você, porque a sua alma e a minha têm de estar juntas.

Talvez isto seja surreal.
Mas do que nos importa viver lúcidos ou na loucura.

Queria expressar- me por palavras simples.
Mas são sempre palavras duras e frias.
Queria ser somente aquela que paresse parar no tempo quando está em seus braços.

Um minuto.
Espere é somente um minuto nada mais !

Faces desconhecidas me rodeiam.
A felicidade parece flutuar.
Minhas palavras saem e correm.
Desaparecem.

Por quanto tempo estará presente ?
Por quanto tempo ficará ausente ?

Só tome cuidado com o adeus, garota !

                                               
                                                              Jees.Santos

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Enfim - do começo ao fim.


Trago aqui o discurso de formatura de Jéssica Stanley, interpretada por Anna Kendrick, no filme A saga Crepúsculo - Eclipse.

Quando tínhamos cinco anos, nos pediram que disséssemos o que queríamos ser quando crescêssemos.
Nossas respostas foram coisas como astronauta, presidente, ou no meu caso, uma princesa.
Quando estávamos com dez anos, eles perguntaram novamente.
Nós respondemos estrelas do rock, cowboy, ou no meu caso, medalhista de ouro.
Mas agora que nós crescemos, eles querem uma resposta séria.
Bem, quem diabos sabe ?
Este não é o momento de tomar decisões duras e rápidas, esta é a hora de cometer erros.
Pegar o trem errado e ficar preso em algum lugar.
Apaixone-se... muito !
Se interesse por filosofia, porque não há nenhuma maneira de fazer uma carreira além disso.
Mude sua mente e mude de novo, porque nada é permanente.
Então, cometa muitos erros, como você pode.
Dessa forma, algum dia, quando voltarem a perguntar o que queremos ser, não teremos de adivinhar.
Nós saberemos !



Pois é, tudo se modificando e nós nos tornando '' gente grande '' !
Esse ano, como já foi dito, encontramos amigos que nos fizeram perceber que tudo pode ficar ainda melhor - mais bagunçado !
Não existe muito o que expressar...
Mais a cada um de vocês desejo toda a positividade.
Valeu por todas as manhãs 3°B !


 Jéssikiinha.Santos

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Meu vício - Z. Martines

Seria simples demais se eu apenas repostasse " Desejos Adormecidos "...


Como isso é bom !


Não pode ser subestimado, é mais do que físico.
Sim senhor, é um vício, e adivinha só, eu estou viciada nesse jogo.
Só não torne isso uma nódoa, pois nisso já estou hábil e você não teria vitória.
É muito mais do que o arrepiar...
Estar ali presente é apavorante aos olhos de quem quer subir ao inimaginável, o modo como me envolve com suas palavras, o seu toque, seu olhar.
Como pude me tornar tão suscetível ?
Esperando tê-lo novamente para sentir dentro de mim o sangue pulsando quente e rápido.
O desejo aqui e já não há palavras.


Como isso é forte dentro de mim.
Excepcional !

                                                         Jéssikinha.Santos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O fim dos jogos

A garotinha está crescendo !


Minhas asas estagnaram novamente a este fingimento.
Então você acredita que isso é um jogo ?
Aliás se você quiser, vamos lá, vamos jogar !
Lembra-se de que já fomos perfeitos para isso..
Não existe mais chances de vitória, pois já é uma partida ganha.
Nesses jogos pecaminosos de alma já me tornei hábil.
Então não me veja com falsas promessas !
Não, eu não posso mais cair nessas armadilhas do destino.
Essa droga viciante parece percorrer minhas veias novamente.
Queime tudo !
Deixe tudo queimar.
E agora veja o que restou...
Essas cinzas que restaram depois do funeral são apenas pó de corpo.
O que levo dentro de minha alma permanecerá intacto.
E não mais que de repente fez-se do riso o pranto.
E fez-se de triste o que se fez amante.
Fez-se da vida uma aventura errante.
O jogo acaba aqui.

                                                            Jéssikiinha.Santos

domingo, 30 de outubro de 2011

Péssimas Memórias Doces

Você me desliga como um botão, e finge que eu não significo nada.
Eu não sou santa, isso é fácil de dizer.
Mas adivinha só ? Você não é nenhum anjo !
Você gosta de gritar, usar palavras como arma.
Bem,vá em frente, dê o melhor de si.
Eu quero te deixar, é fácil de ver.
Mas adivinha só? Não é tão fácil !


Nos tornamos tão complicados !
Isso tudo é por nossas lembranças.


Então arranque minhas fotos da sua parade.
Rasgue-as e queime-as todas !
Acenda o fogo, vá embora.
Não há mais nada a dizer !
Então pegue as cinzas do chão e enterre-as todas, apenas para ter certeza que nada mais restou de mim.
Apenas péssimas memórias doces.
Eu quero correr e escapar do seu veneno.
Mas quando eu saio, eu sinto que algo está faltando.
Eu não estou assustada e isso é fácil de dizer.
Isso não pode ser o paraíso, parece que eu estou no inferno !
Você é como uma droga que eu não paro de usar...
Eu quero mais, eu não paro de desejar.
Eu ainda quero você, é fácil de ver.
Mas adivinha só? Você não é tão bom para mim.



E então não há mais nada a dizer.

                                    Bullet for my valentine.
                                                  
                                              Jéssikiinha.Santos



sábado, 29 de outubro de 2011

Caminhos Contraditórios

Pensando em reprogramar, refazer, continuar afastando.
Seguir em frente.
Deixar que tudo se transforme ou que tudo se torne transformável.
Viver, agora meu único objetivo.
Viver não nostalgicamente, viver sem se importar com o que ficou para trás.
Por favor, me tire agora desse pesadelo.
Alguém está ouvindo minha súplica ?
Mentiras apenas levam a mais mentiras.
Não existe mais tempo de ser cuidadosa.
Isso não mudará nenhum ponto.
Você já não existe dentro de mim e seus vestígios também se foram.
O calor que eu sinto ao meu lado está desaparecendo lentamente.
Minhas lágrimas já não se quebram ao seu redor.
Os momentos estão morrendo e desaparecendo definitivamente.
Já não o desejo aqui ao meu lado.
Existe sempre algo correto indo na direção incorreta.
Os ângulos estão todos errados.
Os caminhos se tornam desconhecidos e contraditórios.
Os ossos quebrados não se curam mais, não mais.
Com minha última respiração eu estou asfixiando.
Eu espero que isso seja o fim.

E agora meu mundo está se acabando mais uma vez.


E enfim, da ilusão a realidade.
Meu final feliz está cada vez mais perto.

                                                 Jéssikiinha.Santos







segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Solilóquio

Quantos somos não sei...
Somos um, dois; três, talvez quatro, cinco, talvez nada.
Talvez a multidão de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze Terras.
Quantos, não sei... Só sei que somos muitos - o desespero da dízima infinita.
E que somos belos como deuses mais somos trágicos.
Como borboletas de sangue brotamos da carne aberta e para o amor celestial voamos.
Quantos, não sei... Somos a constelação perdida que caminha largando estrelas.
Somos a estrela perdida que caminha desfeita em luz.
                                                           
Quem sou eu senão um grande sonho obscuro em face do Sonho.
Senão uma grande angústia obscura em face da Angústia.
Quem sou eu senão a imponderável árvore dentro da noite imóvel.
E cujas presas remontam ao mais triste fundo da terra ?
De que venho senão da eterna caminhada de uma sombra.
Que se destrói à presença das fortes claridades.
Mas em cujo rastro indelével repousa a face do mistério.
E cuja forma é a prodigiosa treva informe ?
                                                                        Vinicius de Moraes. 


Éramos tão ligados, e agora não te conheço mais.
Viramos opostos como óleo e água.


Teus vestígios ainda se encontram aqui.
Não pude me desfazer da parte que você existe dentro de mim.
Confesso que não queria sentir sua falta, é estranho sentir tudo de novo, tudo que queimou depois do funeral, por mais que meu corpo peça eu me esforço pra negar.
Isso também está sendo difícil para você, ai dentro ainda existe uma parte minha, suas lágrimas também expressão a dor dessa separação ?
Ainda sinto o teu tocar em meu corpo, todas as palavras de certa forma ainda me lembram você.
Te quero agora nao como desejo de carne, mas como cura para minha alma que ficou deserta.
Não há explicação, é minha carne que sinto sendo dilacerada a cada momento longe de você, é o meu coração que exerce o pulsar dolorido para que minha vida continue mesmo você não estando mais em meus dias.
Eu sinto falta daqueles dias em que existiram nossos planos, nossos desejos, nossos momentos.
Aquele tempo em que existiu nós dois.
Era tudo real ? O que restou daquele amor efêmero? 
Lágrimas - não mais.
Lembranças - apagadas com o passar do tempo. 
Delírios - agora saciados em outro corpo que não é o seu.
Agora sou apenas eu do tempo que existiu nós dois.
Finalmente vamos zerar e nunca mais recomeçar.
Então vamos brindar à mim.
Embora o meu amor seja uma velha canção aos teus ouvidos.
Voltaremos a brindar à mim !

                                                       Jéssikiinha.Santos

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Monster

Ainda existe um monstro dentro de mim.
Palavras em atos vãos, me quebram e não estão mais me reconstituído.
Essas minhas paranoias estão me elevando e de repente me afundam em abismos imaginários, que de certa forma estão me atingindo.
Estou me esforçando para que isso não interfira em minha vida que é você.
Não estou mentindo quando digo que te amo.
Já não consigo mais esconder minha dor, expô-la  está sendo mais difícil de que imaginei. 
Me tornei assim.
Existe um vicio dentro de mim.
Talvez um círculo ou um ciclo.
Não consigo me entender.
As vezes me perco dentre minha bagunça e me vejo tão frágil.
Não acredito mais em amor surreal, ele não existe.
Quando realmente estiveram aqui se tornaram reais e depois acabaram por se desfazer.
Por favor não faça de minhas feridas o seu divertimento, não deixe que o tempo te leve para longe.
Já não da pra suportar essa abstinência.
Porque essa necessidade de te-lo aqui a todo instante ?
Isso não é tão bom.
Quero que esse monstro me deixe.
Não quero desperdiçar nem mais um minuto aqui.
Mais uma vez resolverei partir e talvez não volte.
Então não espere que eu vá embora.

                                                        Jéssikiinha.Santos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

C.Prestes - Freund

Eramos apenas nós. 
Garotas.
Ela em seu estado noturno após uma segunda feira, talvez exausta ou apenas vinda de uma madrugada mal dormida.
Eu estava em meu estado normal para o inicio de mais uma semana, entrando em paranoia por ser ainda segunda- feira.
Estava ali ouvindo- a contar de sua aventura de vida amorosa, ouvindo- a rir enquanto devorávamos bobeiras - como ela mesma diz.
Existe a sabedoria em seus conselhos, e quando dirigidos a mim sempre mudam meu panorama em relação a vida.
Realmente é bom estar com ela.
Sua presença nos traz as melhores risadas, as melhores histórias...
Entramos em total sintonia quando estamos juntas, brisamos em qualquer frase estranha dita e damos risadas descontroladas.
Estamos agora aguardando o que ela diz ser lenda nessa cidade...
E então ela se foi, mas comigo ficou seu abraço e esse post que a ela dedico.
Te adoro Cah.

                                                                    Jéssikiinha.Santos

sábado, 1 de outubro de 2011

Malditos amores efêmeros

Como posso passar do declínio a total felicidade?
Como é possível perder a noção da verdade estando totalmente sóbria?
Seria pedir muito para sair do delírio e voltar a ser como antes..
Eu sinto que ainda vou chorar, por dizer que te amo ou não.
Queria partir, deixar que tudo se encaixa- se...
Viver em total êxtase, me sentir lúcida, estar consciente de que amar nem sempre significa estar juntos, e se estiverem isso não será eterno.  
Eu voltarei a ser pó e você passaria a não existir aqui dentro.
Te amar é excessão, viver sem você seria impossível.
Pupilas dilatadas.
Meu rock'n'roll paira no escuro.

Em alguns momentos estremeço,como se sentisse o tocar de meus dedos em seus lábios.
Os olhos vasculham o escuro a sua procura.
Existe o arrepiar, o meu corpo está viciado em você.
É como se vivesse em função da nostalgia que existe aqui.
São desejos fictícios, surreais, reais e dolorosos.
Estou em plena fantasia. Isso me torna suscetível ao seu ficar e a sua partida.
Amores, pesares e contentamentos, isso me destrói.
Você me destrói por dentro, mas paresse não se importar.
Queria ter forças suficientes para deixa-lo ir, sem demonstrar qualquer dor em consequência de sua partida.
Malditos amores efêmeros.


                                                               Jéssikiinha.Santos

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Desejos Adormecidos.

Seu tocar em meu corpo foi como droga injetada diretamente em minha corrente sanguínea.
Por alguns momentos estive fora de mim.
Era excepcional dentro de mim, como se fosse dopamina.
Dominante em outras palavras.
Seu sorriso me motivou.
Ainda estou viva, ainda existem desejos dentro de mim.
Você colocou-os a prova.
Agora deliro em meu subconsciente.
Esperando sentir teu toque em meu corpo novamente.
São apenas desejos de corpo, de alma, de carne.
Nesse meu desejo existe a realização.
O medo não é um empencilho.
Quero quebrar esse dogma, quero esquecer essas lágrimas de outrora.
Ferver de prazer.
De se realizar como mulher, sentir calafrios, subir ao inimaginável.
Te-lo como amante.
Me emudeço ao pensar nos momentos que ainda virão.
Deixarei de ser a personagem e virarei tua protagonista.
Então, darei um novo sentido à tua vida. 

Jéssikiinha.Santos





                                                           
                                                                           

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Game Over ♣

Com seu jeito cativante, seu sorriso brando, você me dopou..
Mas tudo nunca passou de armação, malditos jogos de amor.
Não responderei com atos vãos.
Pois seria tua vitória.
Esse amor doentio.
Esses desejos pecaminosos.
Houve um tempo que imaginei que eramos felizes.
E outro tempo onde te abracei e prometi nunca te abandonar.
Cansei de jogar palavras ao vento.
Onde posso ocultar minha dor se teus olhos estão dormindo ?
A vida me tornou assim.
Mas não sou a vilã.
Não, não me tornei a vilã.
Agora tua vida ridícula, você é um partida já ganha e esquecida.
Me tornei hábil nesse jogo.
Você era a partida em  que eu ostentava em ganhar, mas agora me cansei disso.
E você é uma peça fora do tabuleiro !


Xeque-Mate.


                                                  Jéssikiinha.Santos

sábado, 10 de setembro de 2011

Um outro alguém aqui - Um novo (re)começo

Isso é tão bom !


Você era minha consciência, muito silencioso.
Parecia querer me afundar.
Era excepcional sua forma de me manter por perto.
Por mais que continuasse sufocada, eu sempre estive lá.
Em algum momento você se foi.
As lembranças que restaram, eram como uma droga que me faziam voltar a você !
Então tudo desapareceu, e me vi só.
Mais ainda sou um ser humano, tenho um esqueleto dentro de mim.
Um coração ainda bate aqui dentro.
Ainda dói.
Você sabe que ainda dói em mim.
Então não me mande sarar !


Outro alguém está em minha vida.
Ele me faz bem.
Me faz sentir extraordinária, quando não me sinto bem.



Por favor, não vá agora, por favor não desapareça.
Meu coração agora é seu !
Não importa o que passou e se em tudo a gente errou.
Deixa eu te fazer feliz como eu sempre sonhei.
E como você sempre quis.

Jéssikiinha.Santos

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Déja vu

Ela não queria saber. Não queria entender. Não queria viver. Viver na constante mutação que a palavra amor injeta na nossa vida.

Para quê abrir o coração? Deixá-lo exposto. Vulnerável a qualquer ataque mais ou menos certeiro de um ou de outro (des)conhecido.
Optando pelo caminho mais camuflado, escondia sentimentos nas aventuras que decidira ter.
Nunca havia sido pessoa de grandes diversidades, e talvez esse fosse o maior problema que a assombrava. Podia agarrar-se. Agarrar-se de tal maneira a todo aquele turbilhão de sentimentos, que só no clímax da cena tomava consciência do erro que estava a cometer...tarde demais! O virar costas já custava. O silêncio magoava. E o desprezo era arma mortífera de um crime que ela mesma protagonizava vezes e vezes sem conta.
Dona de si mesma, sempre segura. Mas aquilo era como um ciclo vicioso de onde, uma vez lá dentro, não conseguia sair.
Por vezes, um novo desafio era a cura para toda aquela excitação acalmar. E lá ia ela...lançava-se ao desconhecido, e voltava a emaranhar-se em grande confusão.
Não era pessoa de ir longe demais. Não lhe convinha. Era contra os valores que defendia. Mas no que tocava ao coração... Era da mais frágil jogadora.
Com o tempo foi aprendendo que na vida nem sempre se ganha. Ou no seu caso, nem sempre se perde.
E do caminho percorrido fez músculo para suportar o que o futuro lhe podia reservar.
Mais fria. Mais cautelosa. Em vez de um só trinco, bloqueou por completo todas as formas de ser atingida naquele seu pequeno pedaço de si mesma que outrora conseguia bater tão rápido e fortemente por alguém. Não. Porque volta e meia, julgava que ia ser diferente. Que "desta vez é que é"! No entanto, já não era apenas um déja vu.

Jéssikiinha.Santos

domingo, 28 de agosto de 2011

Pamela Pereira - Uma parte de mim.

[...]   
Você nunca vai estar sozinha.
Deste momento em diante,
Se você se sentir que está partindo..
Não vou deixar você cair !
Quando toda a esperança estiver desaparecido,
Eu sei que você poderá continuar.
Vamos ver o mundo..
Vou te segurar até a dor passar.


Te amo minha melhor


                                                                Jéssikiinha.Santos

sábado, 27 de agosto de 2011

Utopias do meu ser . Sem restrições.

As paranoias ainda me encurrlam em becos..
Contradições ainda me deixam tonta..

A frieza que adquiri no decorrer desses anos,não me deixou mais forte, mas sim com feridas que não curam.
Tentar esconder o que sinto não adiantará em nada. 
Tudo parece ser em vão.
Vida vã.
Vida vã.

Meu sorriso nem sempre significou estar em plena felicidade.
Me observo e vejo as ideias flutuarem para fora do corpo.
Olho para baixo e elas descem da janelas e correm...

Olho para minha cama vazia e penso em outra cama.
Sinto outro quarto dentro de mim.
Os pássaros já não cantam mais !
O dia nublado se mescla junto ao vento.

O sonho me destrói, reconstrói e me afunda.
Nostalgias, utopias.
O início do fim grita ao silêncio.

Minhas asas devem ser de chumbo, por isso estagnaram minha alegria a esse fingimento.
Os sonhos caminham em marcha fúnebre ao fim.
O amor me agride !
Me sufoca,faz de mim mera coincidência do destino.

Destino traçado pelo sangue que escorre de minhas feridas.

Sem restrições ao sofrer.
Apenas ao ficar.
E pensar.
        
Tão longe as luzes se apagam,
não existe mais nada à respeito.
[...]There is always hope'.
                                                                    
                                                               Jéssikiinha.Santos

A um amigo.

Porque as pessoas que gostamos tem que estar tão longe ?

Lágrimas escuras - devido a maquiagem negra nos meus olhos - deslisam sob meu rosto, ao pensar em você.
As imagens -surreais - em meu pensamento, aumentam o aperto em meu peito.
Te vejo abrir os olhos pela manhã de um dia sem sol, como eu desejaria ser a primeira a te dar bom dia e receber teu sorriso matutino, ainda meio amassado da noite dormida.
Ao passar da tarde, imagino quantos pensamentos poderíamos compartilhar.
E ao cair da noite andaríamos pelas ruas, cantarolando nossas canções favoritas.
E o último desejar de boa noite seria meu...
E sonharia viver todos os dias com você.
Compartilharíamos sorrisos e conquistas, lágrimas e decepções.
E assim viveríamos.
Você faz parte da minha vida mesmo não partilhando esses momentos.

Te adoro demais.

                                                        Jéssikiinha.Santos

sábado, 20 de agosto de 2011

Pés descalços.

Havia pés descalços, uma face marcada pelo traço que as lágrimas haviam deixado.
O ar de superioridade já não existia ali.
Era como se fosse pó.
A única maneria de saber que ainda existia vida naquele corpo de menina, era pelo pulsar dolorido que seu coração exercia...
O sol ainda estava à pino, mas a solidão já ocupava um lugar ali e já havia muito tempo.
A garota de cabelos amarrados no alto, não sabia porque estava ali.
Talvez estivesse sóbria ou fora de si.
Não pode conter a dor por não ver nenhuma face conhecida em volta.
Ela desabou, literalmente.
Suas mãos apertadas contra o peito, pareciam empurrar a dor de volta.
Uma tentativa fracassada.
Tentou chamar por nomes que em algum momento de sua vida fizeram sentido.
Mas, não houve nenhuma resposta, a não ser o ecoar de suas feridas que vinham do horizonte, ou de qualquer outro lugar.
Pois já não tinha percepção de espaço e tempo naquele momento.
Ela pensou em terminar.
Terminar com sua vida, com sua dor e principalmente com aquelas lembranças surreais, que ela nem sabia se eram boas.
Então, por um segundo a menina ergueu os olhos para algo que eu não consegui ver, e sorriu.
Naquele momento a vida da garota chegou ao fim.

                                                                       Jéssikinha.Santos

Minha alma de Poeta.


Meu sonho, eu te perdi.

O verso que havia no fundo de minha alma.
Eu cresci.
Lembro-me de ti poesia,
era simples e fatal, mas não trazia carícias.
Levava em cada palavra a ânsia
de todo o sofrimento vivido.

Queria dizer-lhe coisas simples,
que não ferissem teus ouvidos.

Mas tu, poesia
 tu que me afogaste em desesperos e me esquecestes.
E me afogaste de novo e me salvaste,
me trouxe à borda de abismos irreais,
onde vivia a loucura
e depois eram abismos verdadeiros.
Ideais e ideias em lágrimas e castigos.
No entanto, era mais belo o tempo em que sonhavas...

Que sonho é minha vida ?
Direi que é meu caminho, minha alma de poeta.

Devesse eu nunca mais atender aos apelos do íntimo.
Quem me dera não sonhar mais !
Nada de tristezas, nem saudades,
apenas menina.

Se soubesse que força, que loucura
contra uma carne tão alucinada !
Nessas quatro paredes de minha alma.
Não sei o que seria se soubesse o impulso
que me impede.

É muito triste sofrer,
sabendo que não há remédio.
E tendo que ver a cada instante
que é assim mesmo, que sorrir é questão de paciência.

Tanto passado que me alucina,
tanta saudade que me aniquila.
Nas tardes, nas manhãs, nas noites de insônia.
Choro.
Choro atrozmente.

Basta !
Porque todo o meu ser sofre de solidão?
Porque a necessidade de ter mil carícias constantes ?
Tenho tido muita delicadeza inútil...
Tenho me sacrificado demais.

Não teria mais lembranças,
nada me surpreenderá.
Passarei lúcida e fria,
como um cadáver num rio.
E quando, de um lugar
chegar-me o apelo vazio..
Nem adeus eu lhe direi,
num oco espaço
libertada sumirei...


                                              Jéssikiinha.Santos                                           


domingo, 14 de agosto de 2011

Para:meu Filho De:seu velho Pai ..


Amado Filho,
O dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda.
Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.
Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma história até que fechasse os olhinhos.
Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpo disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo.
Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.
Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico. 
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança.
Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que  estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o  que falava e a única coisa  que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento.
Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo.
Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir.
Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas.
Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.
Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver.
Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve  percorrer.
Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo.
Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apoie como o fiz quando começaste a viver.
Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu.
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você.
Atenciosamente,
Teu Velho.


By: Jéssikiinha.Santos
* Parabéns a todos os pais pelo seu dia.

domingo, 7 de agosto de 2011

Despedida




     [...]  E assim quando mais tarde me procure
            Quem sabe a morte (angústia de quem vive);
            Quem sabe a solidão (fim de quem ama)..
            Eu posso me dizer do amor (que tive)
            Que não seja imortal, posto que é chama
            Mas, que seja eterno enquanto existires.                                         


                             By : Vinicius de Moraes.

sábado, 6 de agosto de 2011

A gota

Estou num lugar muito distante, não sinto mais o cheiro e os gostos...
Passo por pessoas rapidamente como uma gota de chuva que desliza pela janela do carro.
Porque estou observando uma gota ?
Vi quando ela chegou..Mansamente foi criando forma..
Me lembrei da minha vida.. Me lembrei quando mansamente o amor chegou..
A gota rolou.. No decorrer de sua trajetória esbarrou em outras gotas tornando-se maior..
Era como na minha vida, no decorrer do percurso também encontrei pessoas que me deixaram mais forte.
A gota não pareceu se importar com o vento que tentava manda-la para longe.
Permaneceu ali.
Quando o vento quis me mandar pra longe, eu desviei como a gota.
Parecia que a gota havia enfim tinha chegado ao final ..
Mas ela não era mais grande como quando encontrou com as outras gotas..
Havia diminuído perceptivelmente..
Quase instantaneamente também percebi que também não era tão forte como antes.
Algumas pessoas me deixaram eu algum momento e por alguma razão que ainda desconheço.
A gota por um instante parecia que me observava, o ar de reprovação pairava pelo ar naquele momento.
Havia desaparecido a gota que me deu a oportunidade de me sentir confortável por quem eu sou hoje.
Então concluí que no decorrer desses anos, depois que o amor chegou em minha vida, algumas coisas mudaram completamente.. 
Os amigos mudaram.. 
As lágrimas ficaram mais constantes depois de algumas feridas.
Algumas pessoas me deixaram.
Outras apareceram e preencheram um lugar na minha vida.
O amor me deu alegrias.
O amor me deu angústias.
O amor me deu oportunidades.
O amor me tirou oportunidades.
O amor me deu a observação de uma gota.
O amor pode ter me dado você..
E me tirado você.


Obrigado Gota.By : Jéssikiinha.Santos